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Especial Don Fredón: o conquistador do Brasil após seu 30º aniversário

O atacante já levou no papo a torcida do Fluminense, Felipão e agora a seleção. Mas sabe que precisa continuar a fazer no campo muita coisa, além de sucesso, para ir à Copa de 2014.


“Depois da Copa das Confederações, o assédio feminino aumentou?” Fred corou. Sentada ao seu lado havia uma bela loira de 20 e poucos anos e sotaque que estava mais para Pampulha que para Ipanema. Fred virou-se para a moça e brincou. “Não quer ir lá pra dentro agora?”

Poucas horas antes, ele acabara de deixar as Laranjeiras após o último treino do Fluminense antes do clássico contra o Vasco — partida em que seria expulso. Escolhido para a entrevista coletiva, o jogador deu explicações sobre um vídeo que postou na véspera em sua conta do Instagram, em que presenteava um torcedor flamenguista com uma camisa do Fluminense. “Se eu pegar 5 minutinhos de conversa, vou fazer virar tricolor, ou tricolora”, disse. “Se for tricolora, será melhor ainda.”

Ao fim da coletiva, Fred caminhava rumo a seu BMW X6, dirigido pelo amigo de infância Barriga, quando uma garota conseguiu driblar a segurança do Fluminense e correu em sua direção, aos prantos. Fred abraçou a fã, enquanto uma amiga se encarregava de tirar uma foto. Na saída das Laranjeiras, um exército de fãs — grande parte mulheres — aguardava na esperança de que o ídolo parasse o carro. “Hoje não vai dar pra parar”, disse. “Ai, meu Deus, me perdoem, meus amores. Já parei mais cedo, não dá pra parar toda hora.”

Goste ou não da fama de conquistador, Fred sabe que ela não o precede por acaso — e não só pelas loiras e morenas que frequentam seu apartamento e a tela de seu celular. Se já havia conquistado títulos e a torcida do Flu, o centroavante usou a Copa das Confederações para ampliar a lista: a camisa 9 da seleção e a confiança de Felipão. Aos 29 anos, o centroavante vive o melhor momento da carreira. “Tenho confiança, alegria, estou ambientado num clube que me ama também, a torcida me adora. Isso tudo conta, sabe?”

O FRED CONQUISTOU A SELEÇÃO
O atacante superou as lesões e virou titular na Copa das Confederações


O maior símbolo de sua boa fase em campo está em lugar de destaque em sua sala de estar, logo abaixo do televisor: a chuteira de prata que recebeu da Fifa pela vice-artilharia da Copa das Confederações — e que só não tem outra cor porque o espanhol Fernando Torres fez os mesmos cinco gols (quatro contra o Taiti, diga-se) em menos minutos. “O pessoal até brincou pra eu pintar de dourado, mas eu já fico satisfeito de ter esse reconhecimento.”

Ainda assim, Fred é cauteloso quando fala da Copa 2014. Sabe que, se mantiver o mesmo nível das últimas temporadas, será inevitavelmente o camisa 9 da seleção, mas prefere não se dizer dono da posição. “Eu me sinto preparado para jogar uma Copa. Mas seguro, não. Futebol a gente sabe que não pode dar mole, é sempre o resultado do dia a dia. E é assim desde que tenho 10 anos”.

Fred pode se tornar um raro caso de jogador que disputou duas Copas pela seleção brasileira com um intervalo de oito anos. Convocado por Parreira em 2006, quando marcou um gol contra a Austrália, teve poucas oportunidades com Dunga após 2007, quando passou a sofrer com seguidas lesões. No ano da Copa da África do Sul, viveu a fase mais crítica de sua carreira. “Mexeu muito comigo porque sempre era perto de uma Copa, de uma decisão de campeonato. O ano de 2010 foi muito triste porque eu tive essas lesões e perdi muita oportunidade boa. Acho que o maior prejudicado fui eu mesmo”, diz.

De volta à seleção em algumas ocasiões com Mano Menezes, Fred só foi se firmar de fato este ano, sob o comando de Felipão. Em sua primeira partida, o treinador escalou Luis Fabiano como titular. Fred entrou no segundo tempo e marcou o gol brasileiro — os ingleses venceriam por 2 x 1. Desde então, em dez partidas, marcou nove gols. “Eu trabalhei pouco com o Mano. Fui pra Copa América, mas não sei se teria com ele essa confiança. O Felipão disse: ‘Estamos juntos, é você, confio e pode fazer aí o que você sabe fazer’. Ele me bancou”, diz.

Não que a titularidade na Copa das Confederações tenha vindo de maneira tranquila. Pouco antes de se apresentar à seleção, Fred havia sofrido uma fratura na costela, que levou a comissão técnica a pensar em poupá-lo nos amistosos contra Inglaterra e França. “Pensei: se me poupar nos amistosos, como é que eu vou ser titular na competição? Faltavam dez dias para a Copa das Confederações.”

Fred pediu a Felipão um voto de confiança e foi atendido. “Fiz gol contra a Inglaterra, joguei contra a França e não saí mais. E passei momentos difíceis porque não vinha jogando bem, não fiz gols nos dois primeiros jogos da Copa das Confederações. E meu substituto, o Jô, fez dois”, diz. Nesse momento, coube a Carlos Alberto Parreira ter uma conversa com o atacante. “Ele me chamou pra uma conversa e falou: ‘Você não está sendo o Fred que eu conheço, tenta fazer alguma coisa diferente, marcar forte. Faz uma tabela, tenta um drible’. Aí eu comecei a tirar essa responsabilidade de só ficar dentro da área fazendo gol, comecei a jogar solto. E deu certo.”

CENTRO DAS ATENÇÕES

Com as vendas de Neymar para o Barcelona e Paulinho para o Tottenham, Fred é o único titular da seleção na Copa das Confederações a permanecer no futebol brasileiro. O jogador quer aproveitar o bom momento para conquistar também bons contratos publicitários. Diante do carisma do jogador, capaz de dialogar bem com diferentes públicos, era de esperar que fosse figurinha fácil em comerciais. Mas Fred é exigente e não faz cerimônias para recusar propostas que estejam aquém do que ele pensa merecer. Tanto que seu primeiro contrato publicitário só foi firmado pouco antes da Copa das Confederações: depois de quase cinco anos jogando com uma chuteira pintada de preto, passou a ser patrocinado pela Adidas, por um valor estimado em 5 milhões de reais.

O FRED CONQUISTOU O POVO
Sempre sorridente, ele faz sucesso na torcida — e nem só na do Flu


Com um salário próximo dos 900000 reais mensais, o centroavante tem uma situação financeira mais que confortável, que lhe permite esperar pelos contratos mais atrativos. “Eu sou um cara bem resolvido, tenho uma condição boa. Lógico que vida de jogador é curta e qualquer oportunidade que aparecer você tem que aproveitar até pra fazer sua independência. E jogador tem mais pessoas que precisam dele. Se você olhar atrás e do meu lado, tem muita gente que eu ajudo e que depende de mim.”

Passados quatro anos de sua chegada ao Rio de Janeiro, Fred ainda se cerca das mesmas pessoas que já o acompanhavam desde o início da carreira. O amigo de infância Barriga, o fisioterapeuta Jeferson, o assessor de imprensa Francis, o irmão e empresário Rodrigo. “Tenho muitos parceiros no Rio. Mas pra eu fazer uma amizade nesse nível que tenho com eles, acho meio difícil. Para qualquer um é difícil ter as duas mãos cheias de amigos verdadeiros. Uma já é difícil, não é?”

Por enquanto, Fred e sua trupe seguem com planos de permanecer no Rio de Janeiro. Com o sucesso na Copa das Confederações, porém, o jogador também atraiu o interesse de clubes europeus, que em breve devem tentá-lo a deixar a boa vida no Leblon. O centroavante diz que não tem planos de sair e joga para o Fluminense a responsabilidade por uma eventual transferência. “A única coisa que passei para o meu irmão é que tenho um projeto de vida aqui no Fluminense. Hoje não passa pela minha cabeça sair. Mas é lógico que daqui a pouco pode pintar alguma coisa que seja boa para o Fluminense e o clube falar: ‘Pô, Fred, é interessante você ir’”, diz.

Mas não seria um pouco temerário deixar o Brasil e o Fluminense a um ano da Copa, arriscando ter difculdades de adaptação? Para Fred, não. “Se for para um clube de ponta, onde todos os companheiros têm qualidade, o meu nível pode subir. Posso estar mais motivado porque é um projeto novo”, diz.

Perto de completar 30 anos, em outubro, Fred ainda projeta mais cinco anos de carreira em alto nível. Aos 35, quer se aposentar e poder desfrutar de coisas que a vida ainda não lhe permite. “Vou querer viajar com minha família, aproveitar as coisas sem ter tanta responsabilidade. Poder tomar meu vinho sem ninguém me encher o saco.”

A frase faz referência a uma foto publicada na véspera pelo jornal Extra, que fagrou o atacante com uma taça de vinho em um restaurante. “Sempre joguei aberto. Nunca deixo de fazer minhas coisas e, pô, tem que respeitar o lado humano. Cada um tem que ter seu lazer, fazer as coisas que gosta, desde que faça com responsabilidade. Nunca deixei de treinar por causa de alguma coisa fora de campo.”

Enquanto não chega a aposentadoria, Fred não deixa de curtir a vida adoidado no Rio de Janeiro. E enfim admite que o assédio aumentou, sim, por causa da seleção. Ele disse ter se assustado na primeira vez que entrou em um restaurante com a família após a conquista da Copa das Confederações e foi aplaudido de pé. “Vou à praia e a criançada vem, as senhorinhas vêm também, me dão beijo, abraço e eu brinco: ‘Pode tirar casquinha’, fico zoando”, diz.

O FRED VAI TE PEGAR
As fãs mandam fotos até de calinha. Ao lado, três de suas conquistas

Amanda Goecking (foto maior à esq.), modelo mineira, mãe da filha do jogador, Geovanna. Antes da oficial, Fred saiu com a professora Liz Quintal (à dir. acima), de Macaé. A namorada Ana Gabriela Cortês (à dir. abaixo), 23 anos, a conquista mais recente do craque / Crédito: Reprodução Instagram
Mas, muito mineiramente, ele ainda rejeita a fama de conquistador. “É que ficam falando: ‘Ah, o Fred, o Fred isso, garanhão’. Mas eu sou um cara supertranquilo, tímido, na minha. Tem muitas mulheres, mas eu acho que é mais pelo Fred ídolo”, diz, antes de cair na risada. “Algumas, né? Tem umas mais assanhadinhas também. Eu recebo muita foto que me assusta. Calcinha, essas coisas aí...”

Seja sincero ou não em sua timidez, o importante para o Flu e a seleção é que a boa fase não cesse tão cedo, que as lesões não voltem a atormentá-lo e que os gols não parem de sair. E que ele continue a fazer em campo muita coisa, além de sucesso.


FUNKS DO FREDBoa fase do artilheiro rendeu série de homenagens

“Um, dois Fred te pega depois
Três, quatro Fred te pega no quarto

Não durma...

O Fred vai te pegar”

Banda Divirada

“As novinhas tão dançando
O arrocha tá tocando
O Fred me ligou
E disse que já tá chegando”

Michel Plattiny

“O Fred vai te pegar
Pega daqui, pega de lá”

MC Mascote

“Quando o Fred faz o gol
A torcida faz o gol
No sobe e desce....”

Mexicanas do Funk

Fonte: Placar

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