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Jackson Vasconcelos se afasta do clube e em seu lugar assume Roberta Fernandes

O economista e formulador de estratégias para campanhas eleitorais e gestão de mandatos, Jackson Vasconcelos, organizou o plano da campanha de Peter Siemsen nas eleições de 2010. O resultado histórico da eleição – Peter venceu com 1.726 votos contra 831 dados ao seu adversário – marcou o início de uma parceria estreita de entendimento mútuo para a gestão do Tricolor. Escolhido por Siemsen para a função nova de diretor executivo geral, no início do mandato, Vasconcelos se afastou dela nesta segunda-feira, 30, para cuidar do projeto de reeleição do presidente.

Além de larga experiência em campanhas eleitorais, Jackson também tem atuação destacada em gestão pública. Funcionário do Banco do Brasil de 1975 a 1999, ele ocupou, neste período, cedido pelo Banco, funções relevantes no governo federal. Em 1999, ele constituiu a sua empresa de formulação de estratégias, a Estratégia e Consultoria. A afinidade de pensamentos para comandar um dos maiores clubes do Brasil foi a razão da escolha de Peter. A volta à função de criar a estratégia para conquistar o direito ao segundo mandato é mais um passo para a continuidade da administração do Fluminense, com o presidente idealizando melhorias para o clube e o diretor executando os pensamentos do mandatário.

– Para cumprir o meu papel de executor do planejamento e das tarefas determinadas pelo Peter, coloquei à disposição do Fluminense a minha experiência no lidar com a política e com a gestão pública. Uma parceria interessante, que dá ao Presidente o desenho das ações e a mim, a obrigação de encontrar os meios e executá-las. Uma tarefa, que eu confesso, fácil, porque o Peter tem inteligência estratégica e tudo o que faz aqui no Fluminense faz por paixão, dedicação quase absoluta. Quem traça o plano é o presidente. Eu ponho em prática e tento materializar os sonhos dele. Tudo o que aconteceu no Fluminense foi produto do sonho do Peter – afirma Vasconcelos.

O afastamento de Jackson Vasconcelos da direção executiva do Fluminense foi planejado de acordo com o pensamento da gestão. A diretora executiva jurídica do clube, Roberta Fernandes, foi orientada pessoalmente pelo dirigente para assumir seu cargo e passará a acumular a função.

– Preparei a Roberta para trabalhar na minha função. É mais eficiente do que ir ao mercado e procurar a melhor pessoa. Quem chega de fora do clube para assumir uma responsabilidade, pensa que veio porque é muito bom e o processo de adaptação fica mais difícil. Quando você cria a solução dentro de casa, a pessoa vai se acostumando, começa a se sentir valorizada. E todos que estão do lado sabem que têm chances de crescer na carreira. Todos que trabalham comigo e com o presidente fizeram parte deste processo – conta o diretor executivo.

Com objetivo de esclarecer todos os pontos da gestão de Peter Siemsen e as ações até o fim do mandato, Jackson Vasconcelos concedeu entrevista exclusiva ao site oficial do Fluminense.

O início

Cheguei ao Fluminense para a campanha do Peter Siemsen, em 2009, quando o processo ainda estava bem no início. O presidente me procurou como profissional no mercado de campanha eleitoral. Desenho estratégias para campanhas eleitorais, nunca tinha trabalhado em eleição de clubes. Em 30 anos de trabalho, tenho no meu currículo 19 campanhas e 17 vitórias. Fui procurado por um amigo em comum, o vereador Carlo Caiado, para fazer a campanha do Peter. Só então o conheci. Ganhamos bem a eleição, com mais de 50% dos votos do segundo colocado e elegemos todo o conselho.

Entrada como diretor executivo

Logo após as eleições, continuamos conversando e o vice-presidente geral, Ricardo Martins, conheceu melhor o meu currículo e descobriu que minha experiência não era apenas no campo das campanhas eleitorais, mas também de gestão pública, modelo que se aproxima muito do modelo de gestão corporativa do Fluminense. Peter percebeu que nosso pensamento em relação à gestão do Fluminense era muito próximo. Na verdade, é fácil aproximar o modelo daquele aplicado a um município de médio porte. Vejam a semelhança: o Conselho Deliberativo tem a configuração de uma Câmara Municipal e de um Tribunal de Contas, quando recebe o apoio do Conselho Fiscal; os grupos políticos, a dos partidos. É o Poder Executivo, com o Presidente, Vice-Presidentes, Secretário e Tesoureiro. Até o regime é um tanto parecido com o vigente no Brasil, um presidencialismo com ares de parlamentarismo. Sim, porque o Presidente escolhe os membros do seu “gabinete”, que são homologados, aprovados ou não, pelo Conselho Deliberativo.

Afastamento da direção executiva

O motivo da minha chegada como diretor executivo é o mesmo da minha saída. Assumi o cargo por ter experiência no campo administrativo e, agora, como entramos no processo de campanha, vou me dedicar para traçar a estratégia eleitoral do Peter. Seria confuso continuar a função executiva, com o papel de contratar, demitir, pagar, decidir projetos e investimentos e fazer campanha. O perfil do Peter não permite. Falam que a reeleição será mais fácil. Sou um “animal arisco” quando o assunto é campanha. Elas carregam surpresas. Mas, também sou testado num fato: a qualidade da gestão é, quase sempre, elemento que define uma eleição. E, acho, sinceramente, que o Peter tem feito um excelente trabalho, principalmente, quando avaliado com base nas dificuldades que o passado lhe impôs.

Gestão Peter Siemsen

Não sou idealizador, quem traça o plano é o presidente. Sou executor, e tentei colocar em prática os sonhos dele. Tudo o que aconteceu no Fluminense foi produto das propostas do Peter e, digo com vaidade, da minha capacidade de executá-las. Tomo como exemplo, o sala de troféus, museu como chama o Peter. Ele idealizou. Eu avaliei as propostas, organizei o cronograma de obras, cobrei a execução, encontrei o caminho no apertado fluxo de caixa do Fluminense para as obras e contratações que cabiam ao Fluminense. Encontramos uma restauradora para fazer o projeto sem comprometer a estrutura histórica. Assim foi com todo o resto, do Museu ao Parque Aquático; do funcionamento do modelo novo de comunicação ao marketing, passando pela execução do projeto chave para o futuro do Fluminense, a criação da categoria de sócio futebol.

Paixão pelo Fluminense

Peter Siemsen só é presidente do Fluminense porque é torcedor. Ponto final. Ele não é assalariado e não está à frente do Fluminense para provar que é capaz de gerenciar um Clube de Futebol. Nada disso! Ele, torcedor do Fluminense, decidiu, diante das circunstâncias ruins do clube, que era o momento de participar, de partir pra dentro e cuidar do Clube. Então, para trabalhar com ele era preciso compreender isso. A gestão será avaliada por ele pelas alegrias que ele terá como torcedor. Mas, o Peter tem inteligência estratégica e visão de longo prazo. É, portanto, um torcedor que vê o seu time no futuro e não só nas ocasiões presentes, do jogo de amanhã. Então, os seus projetos são estruturantes. Ele quer déficit zero, porque o déficit zero representa a chance de futuro, mas quer déficit zero com o time apresentando resultado. Isso exige gestão. Ele quer ter um Fluminense no futuro, mas que respeite as suas origens. Então, era preciso criar um ambiente positivo para a história e jogar os seus conceitos para o futuro. Como torcedor, o Peter tem as alegrias das vitórias e as depressões e tristezas das derrotas, e um time não vence sempre, nem perde sempre. Então, uma das minhas funções essenciais tem sido a de filtrar as decisões dele, quando tomadas ao calor dos jogos. Com o tempo, Peter aprendeu muito com esse processo. E, digo uma coisa a vocês, que vocês podem testar: o Peter cobra e conhece. Sabe cada detalhe de cada operação, de cada situação que acontece no Fluminense. E, sabe não é por eu informar. Sabe por cobrar de todo mundo. Ele fala com o porteiro e ouve. Ele fala com o Fred e ouve. Conversa e negocia. Participa e discute os números. Atropela, quando a coisa não funciona. Aplaude, reconhece, quando ela caminha bem. Não dorme sobre os louros. Nunca sossega.

Primeiros passos

O principal objetivo é o equilíbrio. Quando chegamos ao clube o déficit era de mais de R$ 41 milhões. No primeiro ano diminuímos em mais de R$ 7 milhões e, em 2012, a redução já foi de R$ 38 milhões, fechando o exercício de 2012 com um déficit de R$ 3.716 milhões. Reduzimos os prejuízos, pagando impostos, regularizando passivos trabalhistas. Só de passivo trabalhista e de impostos foram pagos R$ 103 milhões. O que é uma enormidade para um clube de futebol. Saímos de uma receita de R$ 76 milhões para R$ 151 milhões por ano. Pode ser que ainda em 2013, a gente feche em R$ 200 milhões. Mas, todos os clubes tiveram crescimento de receitas. A diferença por aqui é que o Peter equilibrou a composição do elenco do futebol com a prioridade para pagamento das dívidas e compromissos financeiros.

Guerreirinhos

Há alguns projetos que levo com orgulho dessa gestão, entre muitos outros. Um deles o Guerreirinhos. O Peter imaginou uma escolinha com penetração na sociedade, para levar para além do Fluminense a metodologia de excelência aplicada em Xerém. Criamos as condições. Peter, sem pesar a política, identificou um profissional capaz de tocar o projeto. Eu o entrevistei e contratei. O Cássio tem jogado um bolão ali. O Guerreirinhos tem o formato de uma franquia. É uma franquia. Com esse formato já está em alguns lugares fora do Brasil. Se me pedirem para olhar o Fluminense no futuro, como uma instituição que tenha compromisso com a sociedade, o Guerreirinhos é a resposta. E, tomara que no próximo ano, o Esportes Olímpicos entenda o projeto como uma oportunidade de chegar também à sociedade. Sim, porque a franquia admite a formação de atletas olímpicos, na parte do seu desenho que se comunica com o Poder Público.

O presidente Peter Siemsen

É difícil falar do Peter sem parecer exagerado. Lembro-me de 2009, quando nos conhecemos. Na campanha, os seus adversários o subestimaram. É interessante lembrar. Até no dia da eleição, enquanto os eleitores que espremiam na extensa fila, sob um sol ardente, havia ainda quem duvidasse do resultado. Vinte dias antes, no escritório da Dannemann avisei ao Peter que ele poderia se considerar eleito. Ele não aceitou. No mesmo dia, o Ivan Proença, que é uma figura especial, fantástica, uma marca na presente gestão, avisou que a vitória seria um “capote”. Mas, os adversários imaginaram que não. Quando venceu e venceu bem, o Peter ainda foi objeto do pouco caso de alguns. Houve quem falasse até em renúncia, no auge da crise no futebol, com a saída do Muricy. Ele segurou o tranco e tocou. Peter como líder, sonha. Eu diria que é, em alguns momentos, um visionário. E quando a gente pensa que ele é um visionário, leve faz a gente acreditar, faz a gente criar as condições e o sonho, a visão, se faz realidade. O Peter confia em mim e eu nele. Houve momentos, que o feeling dele criou soluções e situações que achei delicadas, erradas. Não é que o feeling dele estava certo! O Peter detesta que a gente diga, mas ele é um líder. Há quem o acuse de centralizador. Quem pensa desse modo confunde o conceito. Peter delega, mas não espera. Aí está a sua fama de centralizador. Ou você faz, ou você convence o Peter de não fazer. E o tempo pra isso é curto. Nem uma coisa, nem outra? O Peter pega e faz. Ele está no front. O sentimento dele em relação às coisas é melhor do que o meu. Nisso está o conceito central d gestão que aplicamos no Fluminense: o sentimento de quem está no front, na linha de frente, em contato direto, cria o elemento essencial na composição das decisões.

Comunicação Institucional FFC
Foto: Bruno Haddad / Divulgação FFC
Fonte: Site Oficial do Fluminense FC

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