Atualmente estamos operando somente nas nossas redes sociais oficias

Pré-estreia do documentário 'Fla x Flu' leva clima de Maracanã a cinema


As arquibancadas deram lugar às cadeiras de cinema na noite desta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Durante o Festival do Rio, realizado no Cine Odeon, no Centro, o documentário "Fla x Flu: 40 minutos antes do nada" foi exibido pela primeira vez em público. A obra foi dedicada, tanto pelo diretor quanto nos caracteres finais, a dois grandes ídolos de Flamengo e Fluminense: Zico e Assis. O segundo marcou presença – Zico está no Catar, onde treina o Al-Gharafa – e foi ovacionado pela parte tricolor ao entrar na sala. Aos gritos de “Recordar é viver, o Assis acabou com você”, Assis foi recebido antes da exibição do filme.

- Emociona muito. Sempre me identifiquei muito com a torcida do Fluminense, então hoje eu fiquei muito emocionado ao ver os gols que me alavancaram como jogador. Ver o torcedor cantando, aplaudindo... Recordar é viver né. Hoje eu fui protagonista. O Oscar que me espere! – disse o ídolo tricolor.

Com um tom bastante descontraído e brincando com provocações entre os torcedores, o documentário contou com vários depoimentos de adeptos ilustres e craques do passado de ambos os clubes. Entre outros, Leandro, Júnior e Zico falaram pelo lado rubro-negro, enquanto Assis, o músico Toni Platão e o jornalista Pedro Bial estiveram entre os tricolores. Cada um vestia a camisa do time de coração, e Romário foi o único a aparecer usando os dois uniformes. Nas duas aparições o Baixinho fez questão de falar sobre a torcida rubro-negra: de como era bom tê-la a seu favor e o quão incentivador era jogar contra.

Na tela, os entrevistadores também vestiam a camisa do time dos entrevistados, mas em determinada parte do bate-papo, era trocada por uma do rival, ideia inusitada que partiu do diretor, Renato Terra. Ao fim da exibição, ele sentiu-se com o dever cumprido de emocionar e fazer com que a plateia reagisse aos gols e às falas dos personagens.

- O Odeon virou o Maracanã. O nosso objetivo desde o começo era esse, que o filme mexesse com as pessoas. Desde que fui convidado para dirigir, era para fazer um filme que falasse sobre paixão, sobre rivalidade. Mas a rivalidade charmosa, a rivalidade saudável, bem-humorada entre os dois times. Quando a gente partiu para as entrevistas a gente não avisava para ninguém que isso ia acontecer (troca dos entrevistadores). Para falar de paixão, você tinha que ser parcial, então tinha que identificar de que lado o entrevistado estava, do Flamengo ou do Fluminense. E aí surgiu a ideia, e a montagem do filme foi muito legal, porque pegamos momentos espontâneos, onde a pessoa não sabia o que responder.

Sidney Garambone, editor de qualidade da TV Globo, também falou sobre a ideia. Para ele, é um filme feito para todas as torcidas.

- Acompanhei esse filme desde o roteiro e me lembro quando falaram da ideia do entrevistador trocar de camisa, eu tive dúvidas. E hoje, vendo o filme, acho que funcionou perfeitamente. Acho que é um filme que até extrapola o Fla-Flu. Quem gosta de futebol vai gostar de ver, porque ele não é documental, ele é emocional. A provocação acontece o tempo todo no registro do humor. Ficou literalmente um jogo empatado e divertido. Até quem não torce para um dos dois times vai gostar de ver, porque é a história do futebol brasileiro. Certamente, um corintiano ou um palmeirense que assistir vai fazer uma comparação, uma analogia.

Diversas decisões de Campeonatos Cariocas foram lembradas. Dos gols de Assis em 1983 e 1984 até o gol de barriga de Renato Gaúcho em 1995, passando ainda pelo show de Zico em 1986 e pelo Fla de Júnior em 1991. Superstições, casos curiosos como a invasão do urubu no Maracanã em 1969, e os lances da partida que marcou o centenário do clássico no ano passado estiveram presentes. O jornalista e torcedor rubro-negro Márvio dos Anjos, que participou com depoimentos, falou sobre o acerto em se fazer um trabalho leve, com provocações sadias entre os torcedores.

- É para brincar. Quando se fala em rivalidade futebolística, não pode ser uma coisa para você sair batendo nos outros, tem que ser para zoar, falar porque seu time é o melhor. Por todos os motivos que você conhece, e também pelos outros que você ignora. Então acho que o jogo ficou bem equilibrado, e no fim fica essa riqueza de histórias que nós temos nesse confronto de 100 anos. De times coirmãos, onde o mais novo na verdade é o mais velho. E é isso, em decisões o Fluminense leva a melhor, mas no geral a gente ganha de goleada – disse.

Confira as demais sessões de "Fla x Flu - 40 minutos antes do nada" no Festival do Rio:

Terça (1/10) - Pavilhão do Festival (Rua Rodrigues Alves s/n, Cais do Porto) - 13h
Quarta (2/10) - São Luiz 4 (Largo do Machado) - 14h15 e 19h15
Quinta (3/10) - Cinemark Botafogo 4 (Botafogo Praia Shopping) - 19h
Sexta (4/10) - Ponto Cine (Guadalupe Shooping) - 20h

Fonte: Globo Esporte

About Me

Tecnologia do Blogger.

Blog Archive

Comments

Destaques

Facebook

Destaques

Find Us On Facebook

Random Posts

Advertise

Futebol

Nosso Instagram

Social Share

Random Posts

Destaques

Sponsor

Recent comments

Destaques
Destaques

Labels

Labels

Advertise

Destaques

Recent Comments

Destaques

Popular Posts

Recent Comments

Pages

Pages

Popular Posts

Most Popular

Curta nossa Fan page

Destaques