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Eleições no Flu: 'Quero ajudar o Fluminense a ser um modelo para o país', diz Deley

O ex-jogador Deley oficializou, na última semana, sua candidatura a presidente do Fluminense. Dentro dos gramados, ele virou ídolo tricolor. Fora deles, o deputado federal (PTB-RJ) quer mudar a história do clube. O candidato conversou exclusivamente com o SRZD e falou que quer transformar o Flu num modelo para todo o país "não somente em conquistas no futebol, mas também na formação de atletas olímpicos e na vida social e cultural".

Wanderley Alves de Oliveira começou sua carreira no Fluminense, onde jogou profissionalmente por sete anos. Responsável pelo passe para o gol de Assis na final do Carioca de 1983, Deley é querido pelos torcedores. "Até hoje os torcedores me param na rua lembrando daquela jogada que ficou marcada na minha história e na do clube".

Deley falou sobre o futebol, a economia e a gestão do Fluminense. Para ele, o time de Laranjeiras precisa de um "verdadeiro choque de gestão". O ex-jogador disse considerar a atual campanha no Campeonato Brasileiro "inaceitável". Mesmo com as críticas à atual gestão, o deputado federal garantiu que, se eleito, não faltará diálogo com o atual presidente, Peter Siemsen. "Não venho em clima de guerra, venho em clima de paz. Sempre vou defender os interesses do Fluminense. Quero o crescimento do clube, mas buscando o diálogo em primeiro lugar. Quem teve a chance e não fez, deve ceder a vez".

As eleições do Fluminense serão no dia 23 de novembro.

Confira abaixo a entrevista com o ex-jogador Deley, candidato a presidente do Fluminense:

1 - Quando o senhor percebeu que deveria se candidatar a presidente do Fluminense?

Acredito que o Fluminense pode e merece mais. Tenho a oportunidade de acompanhar de perto os debates sobre o esporte no Congresso Nacional e os planos de investimento do Governo Federal e posso dizer que o Fluminense está perdendo grandes oportunidades para se desenvolver em meio aos preparativos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. A política de isolamento da atual administração não pode continuar. Não posso assistir passivo ao desperdício de oportunidades únicas para que o clube consiga se reestruturar neste momento histórico em que o país respira esporte. O Presidente do Fluminense, além de administrar bem o clube, precisa participar ativamente das discussões relevantes para o esporte brasileiro.

A atual gestão tem sido omissa em temas fundamentais como a solução para as dívidas fiscais e trabalhistas, a governança do esporte brasileiro, o calendário, o modelo de formação dos atletas olímpicos, a vocação dos clubes sociais e o aproveitamento do esporte como ferramenta de políticas públicas através dos clubes. Além disso, tenho percebido um grande descaso com áreas importantes como os Esportes Olímpicos, que não pode mais ficar vinculado ao futebol. Precisamos de um verdadeiro choque de gestão para criar instrumentos que permitam gestão dinâmica e independente não só para os Esportes Olímpicos como também para o clube social.
Inclusive, com o maior e melhor patrocinador do Brasil e um time que foi campeão brasileiro ano passado, é inaceitável que o Fluminense esteja na zona de rebaixamento. Trocaram 2 técnicos, não funcionou. Trocaram o Vice-Presidente de Futebol, também não deu certo. Será que não está na hora de trocar de Presidente?

2 - Por que o senhor acha que é o presidente ideal para o Tricolor?

Tenho muito amor pelo Fluminense e desde os meus 15 anos defendo a camisa Tricolor. Humildemente, peço esse voto de confiança. Quero colocar minha experiência como Atleta Tricolor, Secretário Municipal de Esporte de Volta Redonda e Deputado Federal por três mandatos a serviço do clube nesse momento crucial para o Esporte Brasileiro em que, além da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas 2016, há debates importantes em que o Fluminense precisa participar ativamente, como as eleições para a CBF, FERJ, COB, CPB, CBC, CONFAO e tantas outras instituições relevantes que o Fluminense sempre liderou e hoje se reduz a uma posição omissa e caudatária.
Conheço bem o clube e quero contribuir para resgatar sua grandeza como referência histórica, esportiva, social e cultural do Brasil.

Aprendi na minha vida a importância do diálogo e acredito que posso usar toda essa bagagem para fazer a diferença pelo Fluminense, que precisa de mais diálogo externo e interno. É inaceitável que contratos tão importantes como o que obriga o clube a jogar por 35 anos no Maracanã não sejam discutidos e avaliados abertamente. Há dois candidatos nessa eleição e o atual Presidente já teve sua chance. Depois de 3 anos de mandato esperava-se menos promessas e mais realizações.

3 - Qual é o planejamento de sua campanha? O senhor priorizará o que se eleito?

Essa é uma campanha curta e, enquanto o atual Presidente está em campanha há muitos anos, nós estamos na estrada há 20 dias. Nosso planejamento tem sido pautado pela necessidade de estabelecer um diálogo permanente no clube e fora dele.

Nossa prioridade é justamente esse choque de gestão para permitir o desenvolvimento sustentável do Fluminense em todos os setores e não somente no Futebol. A instituição da Fundação Fluminense e a interlocução com a sociedade e Governos para que o clube discuta seu papel nos legados da Copa e das Olimpíadas, o equacionamento das dívidas, investimentos em Xerém e na construção de mais um Centro de Treinamento, a recuperação da sede em Laranjeiras como espaço de importância histórica, social e cultural do Brasil, a ampliação do quadro de sócios, inclusive com os benefícios do sócio-torcedor para todo quadro social, a modernidade e a transparência da gestão também estão na agenda.

4 - Se eleito presidente do Fluminense, qual a primeira coisa que o senhor faria?

Um verdadeiro choque de gestão. Instituirei a Fundação Fluminense, que acaba de uma vez por todas com essa contaminação dos Esportes Olímpicos pelo Futebol e permite a implantação de centros de custo e decisão verdadeiramente independentes, com instrumentos capazes de interagir com agilidade, representatividade, transparência e segurança jurídica com todas as instituições relevantes para o desenvolvimento dos esportes olímpicos, em especial o Poder Público, em todas as suas esferas. O Esporte Olímpico precisa ter independência para buscar seus recursos e construir suas próprias soluções, sem depender da Certidão Negativa de Débito (CND) do futebol, e o Fluminense precisa assumir sua responsabilidade social de utilizar o esporte como ferramenta para o desenvolvimento humano, econômico e social do Brasil.

Estabelecerei um diálogo intenso e permanente com os demais clubes, as Confederações e Federações, o Poder Legislativo e os Governos Federal, Municipal e Estadual. Participarei ativamente de todas as discussões e debates em que o Fluminense possa contribuir e aproveitar para se desenvolver nesse contexto em que o país se mobiliza para grandes eventos esportivos e a governança do esporte brasileiro precisa ser repensada.

Contratarei uma auditoria independente não só para avaliar a situação do clube, mas também para acompanhar o desenvolvimento da gestão com a publicação de relatórios detalhados anuais, para que toda sociedade saiba de verdade o que se passa no Fluminense. Há muito por fazer e o trabalho começa por aí.

5 - O senhor acha que o seu passado de jogador pode ajudá-lo nessa eleição?

Sem dúvida que minha experiência como jogador ajuda bastante, ainda mais somada a todos esses anos de vida pública como deputado e gestor da área de esporte de uma cidade, como Volta Redonda, que se tornou referência nacional pela construção do Estádio da Cidadania e um dos maiores índices de desenvolvimento esportivo do país. Há coisas no futebol que só quem viveu conhece.
Acho que o Brasil ainda precisa desenvolver mais essa ponte para que os jogadores possam seguir contribuindo com o esporte na qualidade de dirigentes, como aliás ocorre frequentemente na Europa, onde temos Leonardo, Platini, Beckenbauer e Rummenigge, só para citar alguns.

6 - Hoje o Fluminense é um dos clubes mais endividados do Brasil. O que fazer para mudar esse quadro?

As dívidas são um problema grave para todo futebol brasileiro, não só para o Fluminense. Inclusive, o Governo e o Congresso Nacional há muito tempo vem tratando desse assunto. O Fluminense não pode mais se omitir. Não basta uma gestão equilibrada quando o problema é de todo sistema. A Timemania foi criada pelo governo como instrumento de arrecadação dos impostos dos clubes, com previsão inicial de arrecadar R$520 milhões por ano, nunca passou de R$150 milhões e a responsabilidade por essa arrecadação pífia é única e exclusiva da Caixa Econômica Federal. Se ao invés de 22% da Timemania, os clubes tivessem 5% da Mega Sena, que arrecada R$ 5 bilhões/ano, não teriam mais nenhuma dificuldade para o pagamento das suas dívidas fiscais.

Precisamos discutir esse problema coletivamente, mas não podemos descuidar da nossa casa. O Fluminense tem que ter responsabilidade com as suas contas e justamente por isso que nossa grande meta com o choque de gestão é dinamizar e individualizar as contas do clube em todos os setores. Estaremos nessas duas frentes, gerindo o clube de forma organizada e competente, com austeridade e transparência, com uma equipe extremamente gabaritada, e lutando para que o Governo e o Congresso Nacional deem a devida atenção que a questão merece.

7 - Como o senhor vê a parceria entre Fluminense e Unimed?

Atualmente a Unimed é o maior, melhor e mais longevo patrocínio do futebol brasileiro. Estamos juntos desde 1999. Uma parceria assim precisa ser bem mais valorizada e é isso que pretendemos fazer. Vamos tratar com bastante carinho e colocar toda a nossa experiência de 20 anos de vestiário, de gestão pública e do Congresso Nacional para harmonizar essa relação. O Fluminense é bom para a Unimed e a Unimed é boa para o Fluminense. Nós queremos aperfeiçoar e fazer com que essa parceria seja ainda mais positiva.

8 - Como o senhor vê a administração de Peter Siemsen?

Como todas as administrações houve acertos e erros. Acho que o Peter já teve 3 anos para dar sua contribuição ao clube e não pode cair na famosa maldição do 2º mandato, que geralmente é sempre pior que o primeiro.

Acredito no diálogo como força construtiva e transformadora. O Fluminense sempre foi um grande celeiro de líderes para o esporte brasileiro e mundial. Não se pode aceitar que o Fluminense seja omisso e fique isolado em discussões importantes para o esporte nacional. Penso que o gestor deve evitar conflitos, principalmente com os órgãos internos do clube, patrocinadores, entidades de administração do desporto e autoridades como a Procuradoria da Fazenda.

Acho importante compartilhar informação, ouvir opiniões de quem tem experiência, e não assinar contratos longos como o do Maracanã sem conversar com os melhores profissionais do mercado e compartilhar a decisão com os conselheiros. Eu aprendi no Congresso a construir pontes. Não venho em clima de guerra, venho em clima de paz. Sempre vou defender os interesses do Fluminense. Quero o crescimento do clube, mas buscando o diálogo em primeiro lugar. Quem teve a chance e não fez, deve ceder a vez.

9 - Como o senhor vê a situação atual do Fluminense dentro de campo? Acha que houve algum erro de planejamento?

Com o maior e melhor patrocínio do futebol brasileiro, é inaceitável que o Fluminense esteja na atual situação. Ainda mais se consideramos que praticamente o mesmo time foi o campeão brasileiro ano passado. Há claramente um problema de gestão e infelizmente o erro de planejamento é inegável. Trocaram 2 técnicos, não funcionou. Trocaram o Vice-Presidente de Futebol, também não deu certo. Será que não está na hora de trocar de Presidente?

10 - O que o senhor promete para os torcedores?

Prometo muita dedicação e trabalho. Estarei sempre aberto ao diálogo, farei questão de estar presente no clube para conversar com sócios, torcedores, patrocinadores, colaboradores e visitantes; estimulando a participação de todos para ajudar a construir um clube ainda mais glorioso. Também garanto que só terei ao meu lado gente competente e que é referência em sua área. Competência, transparência e participação serão os pilares da nossa gestão.

11 - O que o senhor gostaria de dizer para a torcida tricolor neste momento?

Gostaria de dizer que o Fluminense somos todos nós. Não quero o Fluminense só do Deley, mas de todos os tricolores. Conto com a participação de todos, posso garantir que a nossa gestão estará aberta a críticas e sugestões. Queremos a participação de todos. O que a torcida tricolor pode ter certeza é de que não faltará trabalho, se estou nessa campanha é porque quero ajudar a fazer o Fluminense voltar a ser um modelo para o país, não somente em conquistas no futebol, mas também na formação de atletas olímpicos e na vida social e cultural.


Fonte: SRZD

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