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Rodrigo Caetano analisa fase do Flu e traça meta para salvação: '46 pontos'

Dez pontos. Dentro do pensamento da comissão técnica e da diretoria tricolor, esse é o número mágico que o Fluminense precisa conquistar nas últimas seis rodadas do Campeonato Brasileiro para afastar de vez o fantasma do rebaixamento das Laranjeiras. E para transformar a meta em realidade, o clube conta muito com o apoio de sua torcida. Pelo menos é o que garante o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano. Dos compromissos restantes, três serão disputados no
Maracanã, mas a meta é dar o primeiro passo já neste domingo, contra o Corinthians, em Araraquara. Por isso a decisão de levar o elenco para se preparar em Atibaia, no interior de São Paulo, e fugir da pressão no Rio de Janeiro.

- Acredito que o número (para garantir a permanência na Série A) ainda esteja em 46 pontos, podendo ser um para menos, um para mais. Dificilmente vai se afastar muito disso. Nessa situação, precisamos de mais dez. Temos três jogos em casa (Náutico, São Paulo e Atlético-MG) e apoio do nosso torcedor será fundamental - explicou Caetano.

Passando pelo desafio de lutar contra o rebaixamento pela primeira vez em sua carreira fora das quatro linhas, o dirigente atendeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM após o treino da última quinta-feira. Na entrevista, Rodrigo Caetano analisou a série de oito jogos sem vencer, classificou como lamentável a invasão de torcedores nas Laranjeiras no último domingo, lembrou a falta de dinheiro para a contratação de reforços, não garantiu a permanência do técnico Vanderlei Luxemburgo até o fim do Brasileirão, disse que ainda não decidiu se segue no Fluminense em 2014 e fez um desabafo:
- Todos nós trocaríamos qualquer momento anterior de conquista, de alegria, para que tivéssemos a certeza de que vamos conseguir sair dessa posição.

Como você vê o atual momento do time? Quais as maiores dificuldades?

É uma situação inusitada para mim. Nunca tive essa posição indesejada de disputar lá embaixo, mas é a realidade que se apresentou. Mesmo fazendo uma reflexão de tudo aquilo que a gente poderia ter mudado, talvez não seja esse o momento de fazer um balanço. Temos seis decisões pela frente e nossa intenção de trazer todo o elenco para Atibaia foi justamente para se preparar. Temos em mente os pontos que a gente precisa para sair dessa situação. Realmente é um momento totalmente indesejado. Pelo pior que fosse nosso prognóstico para 2013, não imaginávamos estar nessa situação. Agora não nos resta outra coisa se não unir forças, atletas, comissão técnica, diretoria e torcida, para sair disso. Ai sim será o momento certo de reavaliar tudo aquilo que não saiu conforme o planejado.

Você falou sobre o número de pontos necessário para evitar o rebaixamento. Qual seria?

Acredito que o número ainda esteja em 46 pontos, podendo ser um para menos, um para mais. Dificilmente vai se afastar muito disso. Nessa situação, precisamos de mais dez. Temos três jogos em casa (Náutico, São Paulo e Atlético-MG) e apoio do nosso torcedor será fundamental. Nessa hora, todos nós estamos descontentes e desconfortáveis. Principalmente o torcedor que sofre a cada jogo. Mas o momento para que isso realmente seja colocado como protesto não é agora. Precisamos realmente que o torcedor acolha os jogadores. Quase a totalidade do nosso elenco tem uma história vencedora no clube. Após o jogo contra o Corinthians, teremos dois jogos em casa e vamos precisar muito de apoio.

Falando de protestos, logo após a derrota no Fla-Flu um grupo de torcedores invadiu as Laranjeiras e chegou a danificar carros de jogadores...

Foi lamentável por vários aspectos. Quando você parte para a violência, qualquer tipo de manifestação deixa de ter razão. E foi isso que aconteceu. Até porque no sábado que antecedeu o clássico nós tivemos por parte das torcidas uma manifestação de apoio incondicional até o fim do campeonato. Realmente quando parte para esse tipo de violência qualquer parte perde a razão. Volto a lamentar o caso e espero que isso não ocorra mais. E que o torcedor entenda importância que ele terá nessa reta final.

Com sua experiência de ex-jogador, intimidações como essa atrapalham ainda mais o rendimento do atleta em campo?

Todos nós temos que entender que o jogador é um ser humano como qualquer outro. Claro que boa parte deles convive com esse tipo de pressão tanto no momento de uma conquista como na adversidade. Mas continuam sendo seres humanos que sentem desconforto, nervosismo, ansiedade... Por isso nosso objetivo de sair um pouco do Rio foi para dar tranquilidade a todos. Infelizmente ainda não podemos contar com Fred e Carlinhos, que são considerados titulares, mas praticamente todos os outros jogadores estão aqui trabalhando. Alguns voltando a estar à disposição com Vanderlei como Valencia, Wagner, Digão... Estamos tentando unir ainda mais o grupo para essas seis decisões que teremos. O torcedor precisa compreender que todos nós sabemos da situação e do sofrimento que ela gera. Mas ele precisa procurar dentro do possível deixar isso de lado e apoiar a equipe. Todos os momentos da história do Fluminense teve a participação do torcedor. Tanto na disputa de títulos quanto na adversidade. Que esse torcedor venha novamente com esse espírito.

A semana passada foi conturbada por causa da possibilidade de demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo. Essa situação prejudicou ainda mais o elenco?

É claro que nunca é o ideal trabalhar sob uma indefinição. Mas realmente muitas coisas foram ventiladas e internamente tínhamos de ter tranquilidade para da sequência ao trabalho. Espero realmente que a gente possa já dar uma resposta em termos de pontuação diante do Corinthians. Isso vai ajudar a resgatar a confiança para os próximos jogos. Espero que nenhuma outra intercorrência aconteça e que todos nós, e eu me incluo nesse barco, possamos levar até o final. Para que lá tenhamos o sentimento não de alegria, mas de alívio pelo Fluminense permanecer no lugar que é dele. Só que vamos ter que suar muito e sofrer muito. Todos nós trocaríamos qualquer momento anterior de conquista, de alegria, para que tivéssemos a certeza de que vamos conseguir sair dessa posição. Todos tem muita responsabilidade e comprometimento. Espero que siga assim até o final sob o comando do Vanderlei, lógico.

Poder ficar marcado como o primeiro campeão da história a ser rebaixado no ano seguinte assusta o Fluminense?

Não vou dizer que não passa pela nossa cabeça, mas esse cenário negativista que vem de fora para dentro é difícil de ser blindado por mais que tentemos. E estamos tentando. Não é fácil. Mas confesso que estamos trabalhando na situação do jogo a jogo. Seis decisões e vamos fazer desses jogos os mais importantes de nossas vidas. Nenhum de nós, a grande maioria de profissionais vencedores, pensa em ficar marcado com um rótulo negativo. Pelo contrário. Queremos encerrar bem esse ciclo com o sentimento de alívio. Para isso precisamos ter o mínimo de tranquilidade para trabalhar e é isso que estamos buscando aqui.

Analisando o planejamento para a temporada 2013, que foi focado na manutenção da base e na contratações de poucos reforços, você olha para trás hoje e vê que não era o ideal? Faltou dinheiro para trazer outros jogadores?

É bom a gente voltar a 2012 para avaliar 2013. No ano passado, o Fluminense e seu patrocinador fizeram grandes investimentos. Foram adquiridos Wágner, Thiago Neves, Bruno, Anderson e uma parte do Jean. No meio da temporada, clube teve que exercer a opção de compra do Rafael Sobis, um jogador importante no elenco. Em 2013, devido às condições financeiras que o clube atravessava, nós apostamos em um planejamento de manutenção do elenco por causa das penhoras e da redução de investimento do patrocinador após tudo o que foi feito em 2012. Entendíamos que a manutenção de uma equipe que foi campeã brasileira, carioca e chegou nas quartas de final da Libertadores, dentro da nossa realidade, era algo que nos daria o mínimo de segurança para disputar títulos. Se você me perguntar se poderíamos melhorar a equipe, é óbvio que sim. Até porque para manter um time depois de dois títulos importantes não é fácil.

Você tem que renovar contratos como fizemos com Carlinhos, Gum, Leandro Euzébio, Valencia, Deco, Wellington Nem... O próprio Fred teve seu compromisso estendido. Isso tudo requer investimento, mas algo menor do que precisar ir ao mercado. Foi a estratégia mais viável e a que entendíamos que não nos traria riscos. Infelizmente, sabíamos que não seria possível escapar de algumas vendas após a Libertadores. Tanto para o patrocinador quanto para o clube. O problema é que as nossas receitas ficaram bloqueadas do dia seguinte à conquista do tetracampeonato até outubro. Inclusive as receitas de Thiago Neves e Wellington Nem. Iríamos investir esse valor em reforços? Talvez não com nomes do peso e da qualidade de ambos, mas certamente iríamos trazer alguém para repor as peças. Infelizmente o clube apenas sobreviveu nesse período. Quem acompanha de perto sabe disso. Foram inúmeros problemas. Como hoje se exige o mínimo de responsabilidade na gestão, não tínhamos como fazer novas dívidas. Óbvio que tentamos reforçar a equipe. Tentativas nas quais esgotamos todas as possibilidades. Dos contratados em 2013, com exceção do Wellington Silva, todos os demais vieram emprestados ou sem aquisição. Achamos que manter o elenco e trazer algumas peças para aumentar as opções seria suficiente. Não foi. Perdemos jogadores importantes, não conseguimos utilizar os reforços para novos investimentos e ainda tivemos uma sequência de lesões que nos custou muito caro. Isso pesa muito e tivemos de buscar alternativas nas categorias de base. Mas são jovens talentosos que precisam rechear o elenco e não serem considerados a solução. Por tudo isso, espero que o Fluminense saia dessa situação. Vamos lutar demais para depois fazermos um balanço do que pode ser melhorado para o próximo ano.

No dia 23 de novembro, a três jogos do fim do Campeonato Brasileiro, serão realizadas as eleições presidenciais do Fluminense. Esse cenário político em um momento difícil da equipe lhe preocupa?

Como profissional do clube, eu não me envolvo nessa questão política. Meu trabalho juntamente com a comissão técnica é tentar blindar o elenco. Sabemos e respeitamos as questões políticas do clube, mas é ai que surge a necessidade da existência dos profissionais. Independentemente das eleições, esperamos que os tricolores mesmo respeitem esse momento delicado que o clube atravessa dentro do campo e que todos nós possamos nos unir por essa causa, de que o Fluminense volte a vencer e some os pontos necessários para ter tranquilidade. Vamos focar somente no nosso trabalho.

Seu contrato termina em dezembro. Já tomou a decisão de ficar ou sair do clube?

Com toda a honestidade, ainda não tomei uma decisão com convicção. Mais importante do que eu querer ficar e dar continuidade ao trabalho, é o clube e o patrocinador quererem o mesmo. Repito: troco qualquer questão pessoal e profissional pelos pontos que garantam o Fluminense na Série A em 2014. Não tenho o direito, nem o Vanderlei e nem os jogadores, de pensar na parte individual agora. Tenho que me dedicar agora a todos os detalhes possíveis para tirar o time dessa situação. Em dezembro ou no momento que tivermos mais tranquilidade, vamos poder pensar nisso.

Fonte: Globo Esporte

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