Atualmente estamos operando somente nas nossas redes sociais oficias

Ximenes assina com o Flu e diz: 'Sou apenas uma peça na engrenagem'

Felipe Ximenes, enfim, assinou contrato de dois anos com o Fluminense. Anunciado pelo presidente Peter Siemsen há exatamente uma semana, o novo diretor executivo das Laranjeiras viu a polêmica que tomou conta do futebol brasileiro na última semana atrasar os trâmites burocráticos de sua contratação. Passado o julgamento de Portuguesa e Flamengo pela escalação irregular de jogadores suspensos, a punição com a perda de quatro pontos para ambos os clubes e a permanência do Tricolor na Série A em 2014 (ainda cabe recurso), o dirigente conversou com o site oficial do Tricolor e explicou que a montagem do elenco para a próxima temporada será definida em conjunto com toda a diretoria.


- A montagem e manutenção de uma equipe de futebol não podem ficar reduzidas a uma pessoa só. Sou apenas uma peça nesta engrenagem. Há um grupo de profissionais para definir a montagem de um elenco - frisou Felipe Ximenes. - Espero poder contribuir. Antes de qualquer coisa, acredito que nenhum profissional, nenhuma pessoa, dê nada para o clube. Qualquer pessoa que venha trabalhar no Fluminense tem de se sentir honrado por estar aqui. É o clube que está me dando essa oportunidade de tentar provar que sou digno de representar esta instituição e não o contrário. Espero estar à altura de representar o Fluminense. Vou procurar fazer que o meu máximo esteja à altura. Gostaria que essa minha passagem seja mais um passo nessas modificações por que o futebol está passando. Que eu possa dar ao torcedor parâmetros de avaliação para além dos resultados em campo. E óbvio que quero ganhar títulos.

Na entrevista, Ximenes ainda lembrou seu passado nas Laranjeiras, explicou o que entende por gestão profissional e ainda comentou sobre categorias de base, Maracanã e CT. Confira a íntegra:

Passado no Tricolor:

- Sou mineiro de Três Corações, estou com 46 anos, nasci dia 9 de novembro de 1967. Tive duas passagens pelo Fluminense. A primeira em 2005, como auxiliar técnico, e depois no final de 2008 até meio de 2009, quando era gerente de futebol e saí para o Coritiba. Agora por coincidência meu último clube foi o Coritiba e estou voltando ao Fluminense. Hierarquicamente, eu tinha uma pessoa acima de mim e hoje estou em uma posição diferente. Eu tinha uma expectativa de poder voltar a trabalhar no clube, porque no passado eu que pedi para sair. O presidente da época me pediu para ficar, mas eu precisava sair porque era um projeto pessoal que achava importante na época. Estou feliz agora em poder voltar ao clube numa outra situação.

Retorno:

- Penso que o grande barato da vida são os desafios. Saber que estou chegando a um clube que tem um processo em continuidade. Sei que antes de mim tinha um profissional sério, honesto, que buscou implantar o melhor que ele podia dentro do clube. A maneira como o Peter se apresentou para mim foi importante para me motivar a voltar para o Fluminense. Eu tinha um sonho de voltar a morar no Rio de Janeiro. Não posso cair no erro de achar que eu conheço a estrutura do Fluminense por já ter trabalhado aqui. Já se passaram quatro anos e as coisas no clube avançaram e evoluíram. É importante o meu passado no clube para ter um parâmetro.

Gestão profissional:

- Primeiro queria falar que as pessoas costumam ligar muito gestão profissional com recebimento de salário. Você não precisa receber salário para ser profissional em uma execução de tarefa. Existem alguns profissionais com cargo estatutários, que não precisam receber, e conseguem fazer um trabalho profissional. A presença de executivos remunerados não é conflitante com a de pessoas que não são pagas. Nós vimos por muitos anos empresas familiares que passaram por uma transformação e se tornaram mais profissionais, que é o que vem acontecendo com o futebol. O importante é a gestão profissional, por mais clichê que se possa parecer, agregar valor ao clube. Não deixar para trás tudo o que foi feito e não achar que tudo será maravilhoso.

Montagem do elenco:

- A montagem e manutenção de uma equipe de futebol não podem ficar reduzidas a uma pessoa só. Sou apenas uma peça nesta engrenagem. Há um grupo de profissionais para definir a montagem de um elenco. Nós temos jogadores com contratos no clube, que precisam ser respeitados, é preciso existir continuidade. As temporadas são delimitadas pelo início e final do ano, mas o clube é eterno. Não se troca todo o elenco, como acontecia há 20 anos. Este procedimento acarretou dívidas para os clubes brasileiros, que até hoje atrapalham na formação das equipes.

Divisões de base:

- Tenho dificuldade em dividir futebol de base e futebol profissional. Para mim, é tudo futebol do clube. Em alguns clubes, vejo separação entre as duas partes, que, às vezes, são até adversárias. A distância de Xerém facilita essa separação e isso é uma batalha que vamos continuar tendo. Vejo grandes avanços do clube neste sentido. Acredito que a transição começa quando o jogador completa 16 anos, deixa de ser amador e vira profissional, essa é a passagem clara. Subir de categorias é algo natural e feito de acordo com a idade, mas que pode ser antecipado dependendo das necessidades do clube e da qualidade do jogador. O profissional, não importa a categoria, precisa ser avaliado diariamente. É um processo contínuo e não existe receita de bolo. 

Maracanã e Sócio Futebol:

- Quando você acompanha um sorteio de Copa do Mundo, percebe jogadores de todo o mundo falando que sonham em jogar no Maracanã. A Espanha sucumbiu à força da torcida brasileira e do nosso futebol. Isso faz você olhar para este estádio de outra forma, chego a ficar arrepiado. O Maracanã é o palco das glórias do Fluminense. O clube já vibrou, sorriu, chorou e xingou nessa linda história com o estádio. Incentivar os torcedores a amar seu clube independentemente do momento do time é um desafio diário. A paixão leva a reações inesperadas no sucesso e no fracasso. Temos casos de torcidas que aumentaram quando times não ganhavam nada. O sócio torcedor ajuda, dá sustentação em momentos ruins e força em momentos bons. O sócio torcedor é um caminho sem volta para todo clube que quer se estruturar. Vejo o Fluminense evoluindo muito nesse processo.

Centro de treinamento para o futebol profissional:

- Um dos momentos em que vi o Peter mais empolgado foi quando falamos do projeto sobre o CT. Sempre se falou em CT no Fluminense, mas só agora está realmente caminhando. Um CT é muito bom para o clube, pois se tem a sensação do ambiente de trabalho. Imagina se o escritório das pessoas fosse dentro do playground, com crianças correndo e gritando. A sensação de ir para o ambiente de trabalho é importante, não é só questão da privacidade. É importante o profissional ter o seu espaço de trabalho. Um CT é muito mais do que um campo de futebol. As pessoas pensam que para treinar é só ter um campo e não é só isso.

Comunicação e imprensa:

- Acho importante seguirmos as regras do clube e por isso a Comunicação tem de ser ouvida. Não é o clube que tem de se adaptar às regras do profissional e sim o profissional se adaptar às regras do clube. Acredito que o trato com a imprensa tem de ser feito da melhor maneira possível e sempre passando primeiro pela Comunicação do clube. Ou seja, todas as vezes que o jornalista me ligar, tem de passar primeiro pelos assessores do clube.

Fonte: Globo Esporte

About Me

Tecnologia do Blogger.

Blog Archive

Comments

Destaques

Facebook

Destaques

Find Us On Facebook

Random Posts

Advertise

Futebol

Nosso Instagram

Social Share

Random Posts

Destaques

Sponsor

Recent comments

Destaques
Destaques

Labels

Labels

Advertise

Destaques

Recent Comments

Destaques

Popular Posts

Recent Comments

Pages

Pages

Popular Posts

Most Popular

Curta nossa Fan page

Destaques