Flu abre mão de privacidade por conforto e convive com assédio em resort

Enquanto sonha com a privacidade de um CT no dia a dia, o Fluminense abriu mão de ter um espaço reservado exclusivamente para ele durante a pré-temporada em nome do conforto oferecido no resort onde está hospedado, em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O Tricolor convive com forte assédio dos hóspedes do local durante sua estadia.

O Fluminense trocou a privacidade por conforto para os atletas antes do começo da temporada. O clube preferiu se hospedar em um lugar com diversas opções de lazer e comodidade para seus jogadores, que tem acesso a uma praia privativa direto de seus quartos, por exemplo, ao contrário de outros clubes como Vasco e Botafogo, que ficam em locais funcionais para treinamentos: o CT João Havelange, em Pinheiral, e o CT da Confederação Brasileira de Vôlei, em Saquarema, respectivamente.

Os jogadores do Fluminense não contam com nenhum tipo de regalia no resort. Embora seus quartos estejam próximos um do outro, o elenco não está em uma ala reservada do hotel. As únicas diferenças do restante dos hóspedes são a presença constante dos seguranças do clube vigiando as acomodações e o fato do grupo se alimentar fora do restaurante, com uma alimentação escolhida pela comissão técnica do clube.

Por isso, é comum ver os jogadores do Fluminense serem assediados no hall do hotel e até mesmo antes ou depois dos treinamentos no campo do resort. O assédio é relativamente grande, já que apenas hóspedes tem acesso a essas áreas. No sábado, cerca de 40 torcedores compareceram a atividade da tarde e tiraram fotos com atletas.

Apesar da temporada ruim em 2013, o time tem recebido incentivos dos torcedores presentes ao resort. Nos três primeiros dias de atividade no campo do resort, os tricolores que acompanharam treinos apenas pediram fotos e autógrafos, sem que nenhum deles protestasse pelo desempenho do Fluminense no ano passado, que só não terminou em rebaixamento por causa das punições à Portuguesa e ao Flamengo aplicadas pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), ainda discutidas na Justiça Comum.

A disputa nos tribunais, inclusive, foi lembrada no terceiro dia de pré-temporada, no sábado, por alguns torcedores, sempre em tom de apoio ao Fluminense, já que torcedores rivais eram raridade. Os tricolores, porém, deixaram o assunto de lado assim que o treinamento com bola começou, aplaudindo as melhores jogadas.

A falta de privacidade em treinos tem sido uma lamentação frequente de técnicos do Fluminense nos últimos tempos. O principal crítico foi Vanderlei Luxemburgo, que chegou a organizar uma programação em que evitava ao máximo trabalhar nas Laranjeiras, onde sócios do Tricolor tem acesso liberado às arquibancadas.

Já sob o comando do técnico Dorival Júnior, o Fluminense trocou as Laranjeiras algumas vezes pela Escola de Educação Física do Exército, na Urca, onde o Tricolor podia controlar o acesso de torcedores na reta final do Campeonato Brasileiro e assim evitar protestos de torcedores indignados com a situação.

O Fluminense chegou a Mangaratiba na última quinta-feira e fica na cidade até o dia 18 de janeiro, quando volta ao Rio para enfrentar o Madureira em Moça Bonita, às 17h, em sua estreia pelo Campeonato Carioca.

Fonte: UOL