Fluminense tenta superar o Ceará e 'casa hostil' para seguir na Copinha


Um dos melhores times na fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Fluminense encara o Ceará nesta quarta-feira pela primeira rodada do mata-mata da competição, que definirá os times classificados para as oitavas de final. A partida será no estádio Teixeirão, em São José do Rio Preto, que também foi "a casa" do time carioca na primeira fase. A partida começa às 16h, com transmissão ao vivo pelo Sportv e será acompanhada em Tempo Real pelo GloboEsporte.com.

Apesar de não precisar viajar para jogar esta fase, "em casa" não seria a melhor expressão para a situação do Tricolor carioca, que vem sendo hostilizado pela torcida de Rio Preto, pelo menos no Teixeirão, em referência à permanência do Fluminense na primeira divisão do Brasileirão com a perda de pontos da Portuguesa.

O técnico Marcelo Veiga, jogadores e até a diretoria da base que está em Rio Preto têm sofrido bastante com a situação. Em um dos jogos na primeira fase, alguns diretores do Flu ficaram receosos de subir do gramado para o camarote, para acompanhar a partida, em meio à torcida. Como no Teixeirão não há uma ligação direta entre o gramado e o camarote, os diretores tiveram de ir pela rua para não passar uniformizados pela torcida e serem hostilizados.

– A gente está bem tranquilo, estamos sendo bem tratados pelo povo de Rio Preto. Mas a preocupação é sempre com as pessoas que perdem a linha, não sei se a gente pode chamar de torcedor, e confundem as coisas. Uma coisa é a zoação normal de futebol, com esse problema do Fluminense com a Portuguesa, outra coisa é ser agredido verbalmente e até fisicamente. Já trato essas pessoas como marginais e não como torcedores. Mas a gente tem jogado um bom futebol e a torcida tem visto isso. A zoação é normal e teria em qualquer lugar, esse ano é uma coisa que o Fluminense vai passar – diz o treinador. 

O Fluminense foi um dos sete times que tiveram 100% de aproveitamento na primeira fase. Na classificação geral, perdeu apenas para Santos e Flamengo-SP, que também fizeram nove pontos, mas tiveram melhor desempenho em saldo de gols ou gols marcados. Mesmo diante dos bons números, Marcelo Veiga não vê o seu time como favorito para avançar no mata-mata. Para ele, não é fácil definir favoritos em uma competição com tantos times como a Copinha.

– Não acho o Fluminense favorito e a Copa São Paulo mostra isso. Vários times pequenos e alguns que nem existem mais já foram campeões da competição. Esse favoritismo existe porque a torcida e a imprensa associam a base ao time profissional, mas na base é tudo mais equilibrado – afirma o comandante.

Para não ver todo o bom trabalho da primeira fase ir por água abaixo e ser eliminado logo no primeiro mata-mata, Veiga tem conversado muito com os jogadores para tentar manter a calma dos jogadores durante toda a partida.

Depois de duas goleadas (4 a 0 sobre o Confiança e 7 a 2 sobre o Sabiá) e de eliminar o anfitrião América, será difícil manter a cabeça no lugar e não pensar no hexacampeonato – o Tricolor já foi campeão da Copinha em 1971, 1973, 1977, 1986 e 1989. Mas para o zagueiro Marlon Santos é importante pensar fase a fase.

– Temos de entrar tranquilos, o técnico tem uma confiança grande na gente e a primeira fase que fizemos aumentou nossa confiança. Mas agora é mata-mata e qualquer erro pode nos eliminar. Na Copa São Paulo é importante manter o foco, ainda mais agora, nos jogos eliminatórios – afirma o zagueiro.

O Ceará também vem de uma boa campanha na primeira fase, terminando na liderança do Grupo D, com sede em Monte Azul Paulista. Apesar de empatar sem gols com o Botafogo de Ribeirão Preto na primeira rodada, o time conquistou duas vitórias diante do Guaicurus (MS) por 3 a 1 e do Monte Azul por 2 a 0, garantindo um lugar na próxima fase ao terminar na liderança com sete pontos.

Fonte: Globo Esporte