Cristóvão tem melhor começo desde 2009

A mesma dedicação no trabalho é usada para dividir os méritos do sucesso. É assim que Cristóvão Borges trata seu começo com 100% de aproveitamento no Fluminense. São três vitórias em três jogos, algo que não acontecia desde 2009, na gestão de Carlos Alberto Parreira. Mas qual o segredo? De acordo com os jogadores, o ar professoral do novo chefe tem feito a diferença. 

Cristóvao estreou com 5 a 0 no Horizonte-CE pela Copa do Brasil. O começo no Campeonato Brasileiro foi com 3 a 0 sobre o Figueirense. De volta ao torneio de mata-mata, mesmo placar diante do Tupi-MG. São 11 gols feitos e nenhum sofrido. Resultado dos treinamentos, na opinião de Fred. 

- É complicado falar. Daqui a pouco dizem que Fred falou mal do Renato (Gaúcho, antecessor de Cristóvão no cargo). O que temos feito é repetição das coisas. Ele faz treino tático exaustivamente. Na defesa, no meio e no ataque. Fica uma hora com os caras. Se não tem tempo, conversa. Nos primeiros dias sentimos dificuldade, mas ele acalmou o grupo, disse que era só fazer o que sabíamos de melhor nos jogos que daria tudo certo. São vários pontos que fizeram diferença. Cristóvão chegou meio professor, ensinando mesmo. O torcedor comprou a briga de acreditar no time. E teve a evolução. Saímos da situação ruim. Tem de brigar, agora, lá em cima para manter a paz instalada aqui. 

O auxiliar técnico Marcão concorda com o atacante tricolor e resume o segredo em uma frase. 

- Elenco teve a leitura muito rápida e conseguiu, num espaço curto de tempo, jogar da maneira que o Cristóvão gosta, com muita personalidade.

Parreira emplacou cinco triunfos seguidos ao chegar ao Tricolor em 2009: sobre Volta Redonda, Macaé, Bangu, Friburguense e Botafogo, todos duelos pelo Campeonato Carioca. Abel Braga, Muricy Ramalho e Cuca começaram com tropeço. O último estreou com empate com o Náutico, enquanto os outros dois tiveram derrotas para Corinthians e Grêmio. E Renato, agora em 2014, perdeu para o Madureira na estreia do estadual.

Fonte: Globo Esporte
Texto: Hector Werlang
Foto: Alexandre Cassiano / O Globo