Grupo político que apoiou Peter critica o presidente por demitir gestor geral


Grupo político que apoiou Peter Siemsen na eleição para presidente, a Flusócio criticou a recente decisão do mandatário do Fluminense. O principal ponto levantado é o formato gerencial do clube. E a insatisfação ficou clara em texto divulgado em seu site. Passa pela demissão de Luiz Fernando Pedroso, ex-CEO da Ediouro, após três meses no cargo de gestor geral tricolor.

Eles questionam o poder que Jackson Vasconcelos, antigo dono do cargo, volta a ter. Atual assessor executivo da presidência, Jackson e Pedroso não se entenderam muito bem no relacionamento no dia a dia do clube. Peter não definiu quem ocupará o lugar, mas é possível que o assessor acumule as funções. 

Na nota, a Flusócio lembra que Peter Siemsen em sua campanha havia prometido a chegada de um CEO, o que foi cumprido. Mas o grupo questiona a falta de autonomia para aquele que foi contratado para remontar o clube, sem entrar na questão da performance do recém-demitido.

Pedroso foi chamado pessoalmente pelo presidente Peter. Iniciou 2014 com a meta da profissionalização geral do clube e desejava criar condições para aumentar as receitas em R$ 200 milhões e o quadro de sócios para 50 mil. 

Depois da nota da Flusócio, Jackson postou comentário onde destaca os feitos da atual gestão e ataca Pedroso, dizendo que "foi útil para descobrir quem, na verdade, criou a figura nefasta, um arremedo de CEO", entre outros ataques. 

Veja o texto completo:

"No primeiro mandato, a centralização de poder e decisão na figura do então gestor executivo Jackson Vasconcelos até podia ser justificada, pois o ambiente encontrado era de fato caótico, com completo descontrole nas despesas e pagamentos, sem priorização de demandas, sem planejamento.

Mas durante a campanha da reeleição, em uma determinada reunião interna a Flusócio cobrou do Presidente Peter Siemsen um avanço na profissionalização. Era necessário dar um salto de qualidade em relação ao formato gerencial dos 3 primeiros anos, que mais parecia uma prefeitura de interior. Na nossa visão, o Fluminense precisa ter gestores executivos com expertise técnica em cada área, e estes devem montar suas equipes, sob o comando de um gerente executivo central. Não consideramos razoável que uma única pessoa decida sobre alocação de recursos, contratações e demissões em áreas diversas do conhecimento, tais como Marketing, Finanças, Comunicação, Tecnologia da Informação e Administração.

O Presidente acenou então com um plano para a contratação de um CEO de mercado, que teria como missão remontar o Clube administrativamente, colocar limites orçamentários para cada área, acompanhar as metas de cada departamento, estabelecer um organograma funcional e outras atividades estruturantes, que por incrível que pareça o Fluminense ainda não tem. A promessa de campanha foi de fato cumprida com a contratação de Luiz Fernando Pedroso, ex-CEO da Ediouro.

Mesmo tendo suposta redução de atividades com a chegada do novo contratado, Jackson Vasconcelos acabou conseguindo equiparação de remuneração com o novo CEO, e foi ocupar a função de assessor executivo da Presidência.

Em menos de 3 meses, o novo executivo de mercado foi demitido, e Jackson Vasconcelos está de volta ao poder, controlando contratações, demissões, pagamentos e prestação de serviços em todas as áreas, mas agora com remuneração dobrada.

Não estamos aqui para julgar o desempenho do CEO recém-demitido, sua produtividade e seus erros, que de fato podem ter ocorrido. A gestão é soberana para julgar esta performance. Mas gostaríamos de registrar que gestor de mercado algum funcionaria sem autonomia, tendo que se reportar ao assessor especial da Presidência para implementar as mudanças, justamente aquele que preenchia o cargo anteriormente.

Continuamos sem avançar administrativamente, infelizmente".

Fonte: Globo Esporte
Foto: Reprodução Intenet