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Todas as fichas: Osvaldo espera dupla afinada com Fred, rival no videogame

A expulsão contra o Internacional, na penúltima rodada do Brasileiro, foi o capítulo final de um período que Osvaldo quer esquecer. Contratado com muita expectativa pelos tricolores, o atacante sabe que não rendeu esperado. Por isso, quer deixar a frustração para trás e viver um 2016 bem diferente. Para isso, treinou em metade das férias. O esforço já começou a surtir efeito, e, elogiado pelo técnico Eduardo Baptista, foi titular nos dois jogos do Torneio da Flórida, contra Shakhtar Donetsk e Internacional. Nesta quarta, contra o Atlético-PR, pela Copa Sul-Minas-Rio, o jogador disputa vaga com Felipe Amorim e Marcos Junior.

- Quero mostrar para torcida o verdadeiro Osvaldo - afirmou.

No meio do cenário de incerteza após o fim da última temporada, Osvaldo recebeu sondagens, propostas, e chegou ser um possível reforço para o Atlético-MG, mas o Flu o segurou. A receita de sucesso para o atacante em 2016 é repetir o que fez bem quando se destacou no Ceará e São Paulo: ser um ótimo garçom.

Osvaldo espera se encaixar melhor com Fred e dar muitas assistências. Os dois chegaram a se desentender durante o jogo contra o Grêmio, em Porto Alegre, no último Brasileiro, mas o período de concentração na pré-temporada serviu também para o entrosamento ficar melhor fora de campo, com direito a duelos no videogame e provocações.


- Eu me saí melhor diante do Fred no videogame. Ele começou bem contra mim, mas tive uma virada muito boa em cima dele.

Confira a entrevista completa com Osvaldo:

GloboEsporte.com: Após um fim de 2015 ruim, você iniciou 2016 como titular e com mais moral no Fluminense? Como se deu essa mudança tão rápido?

Osvaldo: O semestre inteiro foi difícil para mim, depois que voltei da Arábia Saudita. Senti muita dificuldade no começo. Como sabia que poderia ter um acerto com uma equipe do Brasil, me preparei bastante em Fortaleza durante 20 dias e cheguei bem ao Fluminense, com confiança. Nos primeiros jogos estava bem na parte física, mas depois tive uma lesão e quando retornei não consegui dar continuidade. Acabei perdendo a posição. Os meninos que entraram estavam em um bom nível. O final de ano não foi como eu esperava, ainda mais sendo expulso em meu último jogo, coisa que na minha carreira dificilmente acontece. Agora, coloquei para mim que 2016 seria diferente, porque eu poderia começar o trabalho desde o início do ano. Me preparei um pouco nas férias para chegar bem, e graças a Deus fui bem na pré-temporada. Ganhei confiança com o professor e agora espero manter nos jogos, fazendo o que eu sei de melhor. Quero mostrar para torcida o verdadeiro Osvaldo.

Como foi a preparação que você fez durante as férias? Treinos físicos? Teve também o jogo beneficente que você organiza todos os anos com o cantor Wesley Safadão, não é? Serviu para pegar um pouco de ritmo?

Nas férias, a maioria dos jogadores bate algumas peladas. Eu também, inclusive a que eu e o Wesley fazemos, que foi realizada no Castelão. Logo em seguida comecei a treinar com o professor Vitor, um amigo meu, e ficamos por quase 15 dias para eu não sentir tanto quando chegasse na pré-temporada. Fiz trabalho de academia e no campo, e realmente cheguei muito bem preparado. Agora, espero fazer aquilo que sei de melhor.

Qual sua avaliação do trabalho feito na pré-temporada nos Estados Unidos? Teve a oportunidade de conversar bastante com o Eduardo Baptista sobre o que ele planeja para você?

Foi bom, o local dava condições para fazermos um belo trabalho. Desde o início até o fim se exigiu bastante nas atividades com bola, o que é importante. Me senti bem. O Eduardo me elogiando nos treinos... então, fiquei feliz. Mas tenho que manter, porque não adianta começar bem e não ter um bom final também. Espero a mesma regularidade que tive no Ceará e no São Paulo.

Esperava ser titular já nos dois primeiros jogos?

Como eu não terminei jogando, coloquei na minha cabeça que tinha que chegar melhor preparado do que os demais e arrancar na frente. Foi o que aconteceu. Nos treinamentos me dediquei muito, o professor viu e acabou optando por mim nos jogos. Agora preciso manter. Estou com a cabeça boa para fazer o que sei de melhor e dar alegrias aos torcedores.

Como estava sua cabeça depois que o Brasileiro terminou? Você teve propostas... chegou a estar perto de sair do Fluminense?

Neste período se especula muito. Vi algumas coisas envolvendo o meu nome, mas... Eu realmente acabei muito chateado o ano. Não com o Fluminense, mais por mim mesmo, por não conseguir desenvolver meu futebol. Existia uma expectativa muito grande com a minha chegada no clube. Depois da saída do Nem, o Fluminense procurava um jogador de velocidade para dar certo junto com o Fred. Quando cheguei, acabou que não deu tão certo, e isso me entristeceu muito. Coloquei na minha cabeça que esse ano agora vai dar certo.

Você sempre se destacou pela grande quantidade de assistências. Esse ano acredita que o entrosamento com o Fred e você vai se tornar um parceiro ideal para ele?

Onde passei tive muito destaque nesse quesito assistência. Estava até conversando na pré-temporada com o Fred que eu não era jogar de fazer muitos gols... aí ele disse que eu tinha que fazer também. Sou um jogador de lado de campo, e é mais difícil ter chances de marcar. Minha característica é mais de criar. Lógico que se tiver chance, melhor ainda. Mas espero estar bem para servir tanto o Fred quanto o Magno Alves, Richarlison... E não só isso, quero ganhar títulos, porque consegui isso no Ceará, no São Paulo... No Fluminense não quero que seja diferente.

O período de concentração na pré-temporada foi importante também para conhecer melhor os companheiros, entrosar fora de campo e eliminar algum possível ruído, como o que aconteceu entre você e o Fred no ano passado?

Com certeza. Estando preso (na concentração), acaba que nossa família são os jogadores. Tivemos uma relação muito boa, e isso até foi citado pelo Eduardo, que pediu para que não perdêssemos esse ambiente no retorno ao Rio. Tinham jogadores que eu não era muito próximo, e hoje estou mais entrosado, falando mais. Serviu para isso também, para unir os jogadores.

E o retrospecto nos duelos com o Fred no videogame, como ficou? Quem venceu mais?

Eu me saí melhor diante do Fred. Ele começou bem contra mim, mas tive uma virada muito boa em cima dele. Tem o Chico, primo dele, que é nosso preparador físico... eu e o Giovanni, nossa dupla que saiu campeã. Espero me manter vencendo e dando alegria para o meu parceiro (risos).

O Edson, seu companheiro de quarto, fica só olhando?

Ele não joga, fica só rindo e tirando onda. Ele é o meu parceiro de quarto, mas quando o Fred vai lá e ganha de mim ele fica rindo, né. Até gravei um vídeo de quando eu venci o Fred e falei o Edson zoar. Então, a gente acabou se unindo mais. O ambiente está bacana. Espero que a gente não perca essa alegria, porque as coisas dentro de campo fluem melhor.

Você está prestes a disputar seu primeiro Carioca. Qual sua expectativa? O que você se observava de longe desta competição?

Meu primeiro estadual no Rio...espero ir bem. O Carioca, pelo que eu vejo, os campos dificultam bastante a nossa forma de jogar. Mas espero enfrentar mais essa barreira. Será um campeonato difícil, temos muitos rivais pela frente. Espero que o Fluminense vá bem, conquiste o título e inicie positivamente o ano.

O Fluminense, assim como os outros times grandes, ainda está se formando. Quando você acredita que as equipes vão engrenar e mostrar a real força?

As equipes menores já estão se preparando há mais tempo, e saem um pouco na frente na parte física. Mas o Fluminense manteve uma base boa, podemos tirar proveito disso. Os outros times não estão tão entrosados. Mas acho que as primeiras rodadas serão muito difíceis, podemos sentir a parte física. Depois, temos tudo para encaixar e lutar pelo título.

E como está a sua adaptação ao Rio? Calor e praia você já estava acostumado desde que morava em Fortaleza, não é...

O Rio é um lugar muito bom, tem uma qualidade de vida muito boa, diferente de São Paulo, onde morei três anos. Aqui é bem melhor em questão de família. Estou bem adaptado, minha esposa está gostando também. Tenho um filho de dois anos que agora vai entrar na escola e tem tudo para dar certo.

Fonte: Ge
Foto: Fred Huber
Texto: Fred Huber

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